Taxa Selic: Copom Define Rumo dos Juros em Reunião Decisiva

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

O Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou uma reunião nesta terça-feira (16), com deliberações que se estenderão até amanhã, para definir o patamar da taxa básica de juros da economia, a Selic. O Copom, composto pelo presidente do Banco Central (BC) e seus diretores, realiza encontros bimestrais, com duração de dois dias, para deliberar sobre a política monetária do país.

Na reunião anterior, realizada no final de julho, o Copom optou por interromper o ciclo de alta da taxa de juros, mantendo a Selic em 15% ao ano. A decisão refletiu a avaliação de um cenário externo mais desafiador, influenciado por políticas comerciais e fiscais globais. A inflação, embora ainda acima da meta estabelecida, também pesou na decisão.

Durante a reunião, os membros do Copom analisam dados e projeções sobre a economia brasileira e mundial, as condições de liquidez e o comportamento dos mercados financeiros. A decisão final é tomada com base na avaliação do cenário macroeconômico, considerando a inflação, as contas públicas, a atividade econômica e o ambiente externo, bem como os principais riscos associados a esses fatores.

Todos os membros do Copom presentes na reunião têm direito a voto, e os detalhes dos votos são divulgados posteriormente. O objetivo das decisões do Copom é manter a inflação, medida pelo IPCA, em linha com a meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

As atas das reuniões do Copom são publicadas em até quatro dias úteis após a conclusão dos encontros. Após a definição da taxa Selic, o Banco Central atua diariamente no mercado aberto, comprando e vendendo títulos públicos federais, para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. A elevação da taxa básica de juros visa conter o excesso de demanda, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, com impacto nos preços. No entanto, taxas mais altas também podem dificultar o crescimento econômico. A redução da Selic, por outro lado, tende a baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo, mas com menor controle sobre a inflação. Os bancos, ao definirem os juros cobrados dos consumidores, consideram outros fatores além da Selic, como o risco de inadimplência, o lucro e as despesas administrativas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas notícias

Leia mais