O Brasil registrou em agosto uma taxa de desocupação de 5,6%, igualando o menor índice da série histórica, de acordo com dados divulgados recentemente. A última vez que o país atingiu esse patamar foi em um período anterior não especificado.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a taxa de desemprego era de 6,6%, houve uma queda significativa. O ponto mais crítico da série histórica foi registrado durante a pandemia de Covid-19, quando a taxa chegou a 14,9% em dois momentos distintos.
O contingente de pessoas desocupadas no país, no fim de agosto, somava 6,1 milhões, representando uma diminuição de 605 mil pessoas em busca de trabalho em relação ao trimestre anterior. O número de pessoas ocupadas alcançou 102,4 milhões.
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, atingiu 58,1%, mantendo-se no patamar mais alto da série histórica. O número de empregados com carteira assinada também alcançou um recorde, chegando a 39,1 milhões, com um aumento de 1,2 milhão em relação ao mesmo período do ano anterior.
O setor de educação pública foi apontado como um dos fatores que contribuíram para a queda na desocupação, devido às contratações temporárias realizadas pelas prefeituras. Em contrapartida, o setor de trabalho doméstico registrou uma redução no número de ocupados.
A taxa de informalidade ficou em 38%, um aumento em relação ao trimestre anterior. Esse aumento é atribuído ao crescimento do trabalho por conta própria sem CNPJ, que atingiu 19,1 milhões de pessoas.
No trimestre encerrado em agosto, o rendimento médio do trabalhador foi de R$ 3.488, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior e apresentando um aumento real de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A massa de rendimento totalizou R$ 352,6 bilhões, com aumentos em relação aos períodos anteriores.
Apesar da política monetária restritiva, com a taxa básica de juros em 15% ao ano, o mercado de trabalho tem se mostrado aquecido, com níveis recordes de baixa desocupação e alta ocupação.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br