Oposição Paralisa Congresso em Protesto Pró-Bolsonaro e Contra Ministro do STF

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

Parlamentares da oposição passaram a noite nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em Brasília, com o objetivo de obstruir o andamento dos trabalhos legislativos. A ação, que começou na madrugada desta quarta-feira, mantém ocupadas as mesas diretoras das duas Casas.

O protesto é liderado principalmente por deputados e senadores do Partido Liberal (PL) e tem como motivação a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada na última segunda-feira. Os parlamentares exigem a aprovação de uma anistia ampla e irrestrita para os condenados pelos eventos relacionados à tentativa de golpe de Estado. Eles também defendem o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator da ação contra Bolsonaro. O ex-presidente é acusado de liderar uma tentativa de anular as eleições presidenciais de 2022.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou sua participação no protesto noturno através de suas redes sociais. Segundo ele, a obstrução visa pautar temas considerados importantes para o país, mencionando a possibilidade de derrubar tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.

Do outro lado, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou a ocupação, classificando-a como um “golpe continuado” e uma “chantagem para livrar Bolsonaro”. Segundo ele, a ação impede a votação de projetos importantes, como a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até dois salários mínimos, prejudicando milhões de brasileiros.

Diante da paralisação, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), convocaram reuniões com líderes partidários para buscar uma solução para o impasse. Motta ressaltou a importância do diálogo e do entendimento no parlamento, enquanto Alcolumbre lamentou a ocupação, considerando-a “inusitada e alheia aos princípios democráticos” e apelou para a “serenidade e ao espírito de cooperação”.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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