O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um novo pedido de liberdade apresentado pela defesa do general Braga Netto. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (29).
Braga Netto, general da reserva e candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, encontra-se detido desde dezembro do ano passado. Ele é acusado de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O general também figura como réu no núcleo central da ação, cujo julgamento está previsto para começar na próxima terça-feira (2).
No início deste mês, o ministro Moraes já havia negado um pedido de soltura, justificando a manutenção da prisão preventiva com base em indícios de participação do general na tentativa de golpe durante o governo Bolsonaro. Segundo o ministro, a medida se justifica para assegurar a aplicação da lei penal e resguardar a ordem pública, considerando o perigo representado pelo estado de liberdade do acusado e a gravidade dos delitos imputados.
As investigações da Polícia Federal apontam que Braga Netto, apontado como um dos principais articuladores do plano golpista, teria tentado obter informações sigilosas da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Após a prisão, a defesa do general negou as acusações de obstrução das investigações.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br