Em um discurso contundente durante a abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a inegociabilidade da soberania brasileira e repudiou o que chamou de “falsos patriotas”. Lula criticou o que descreveu como “medidas unilaterais e arbitrárias” direcionadas a instituições e à economia do Brasil.
O presidente declarou que agressões à independência do Poder Judiciário são inaceitáveis, apontando para uma ingerência em assuntos internos com o apoio de uma “extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias”. Ele acusou “falsos patriotas” de arquitetar e promover publicamente ações contra o Brasil, reiterando que não haverá pacificação com impunidade.
Lula aproveitou a ocasião para destacar um marco na história do Brasil: a condenação de um ex-chefe de Estado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Ele ressaltou que o ex-presidente foi investigado, indiciado e julgado, sendo responsabilizado por seus atos através de um processo minucioso que lhe garantiu amplo direito de defesa.
O presidente afirmou que o Brasil enviou uma mensagem clara a todos os candidatos autocratas e seus apoiadores: a democracia e a soberania brasileiras são inegociáveis. Lula reafirmou o compromisso do Brasil em seguir como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela. Ele complementou que democracias sólidas vão além do processo eleitoral, necessitando da redução das desigualdades e da garantia dos direitos fundamentais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br