A Polícia Federal (PF), com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), lançou nesta quinta-feira uma nova fase da Operação Sem Desconto, focada em desarticular um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que opera em nível nacional.
Estão sendo cumpridos 66 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em uma vasta operação que se estende por São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia, e também no Distrito Federal.
O objetivo principal da ação é aprofundar as investigações sobre crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Essa nova fase da operação é um desdobramento de ações anteriores. Em abril, a PF e a CGU já haviam deflagrado a Operação Sem Desconto com o mesmo propósito: combater os descontos indevidos em benefícios previdenciários. O caso ganhou ainda mais relevância com a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) para apurar as denúncias.
As investigações preliminares apontam que as entidades sob suspeita podem ter descontado aproximadamente R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas no período entre 2019 e 2024. Na primeira fase da operação, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de seus cargos. A PF já havia identificado irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, especialmente aposentadorias e pensões concedidas pelo INSS.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br