Conapir: Delegação Nacional Apresenta Propostas de Igualdade e Reparação ao Governo Federal

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

A 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir) encerra-se hoje, em Brasília, com a apresentação de um documento final contendo propostas cruciais para o governo federal. As diretrizes e recomendações visam a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à igualdade, democracia, reparação histórica e justiça racial no país.

O evento, que reuniu cerca de 2 mil pessoas de todo o Brasil, incluindo 1,7 mil delegados eleitos, 200 convidados e 50 observadores, culminou com debates sobre 740 propostas aprovadas em etapas preparatórias municipais, estaduais e regionais.

Durante a conferência, houve uma homenagem à socióloga e militante Luiza Bairros, que faleceu em 2016 e foi Ministra-Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil (Seppir) entre 2011 e 2014. As propostas foram submetidas à votação, com textos ajustados para refletir a vontade coletiva antes de serem incluídas no documento final.

Grupos sociais, como comunidades de terreiro de religiões de matriz africana, realizaram manifestações espontâneas durante a programação, com cantos, vestimentas e adornos, pedindo respeito ao saber ancestral. Capoeiristas reivindicaram a valorização do ofício e a inserção da capoeira nos currículos escolares como celebração da cultura afro-brasileira.

Delegados de diversas origens compartilharam suas experiências e expectativas. Ciganas de Curitiba expressaram a frequente negligência de seus direitos à saúde, educação, moradia e segurança pública. Uma estudante de Niterói, mãe de um bebê de 6 meses, relatou o medo de que seu filho sofra discriminação devido à cor de sua pele. Uma assistente social de Duque de Caxias, com 40 anos de experiência em favelas, lamentou a violência proporcional ao tom de pele. Trabalhadores domésticos de Campina Grande cobraram o cumprimento integral da lei que unificou seus direitos. Representantes indígenas exigiram a inclusão dos povos indígenas no Estatuto de Igualdade Racial. Um jovem do Movimento Negro Unificado da Bahia destacou a discriminação enfrentada devido à sua identidade de gênero, cor da pele e crença religiosa.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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