As vendas de veículos com motores 1.0 registraram um aumento expressivo de 11,35% no mês passado, impulsionadas pelo Programa Carro Sustentável. A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) aponta que, em comparação com junho, o crescimento alcançou 13%.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, celebrou o impacto positivo do programa, destacando a geração de empregos na indústria e no comércio. Os dados foram apresentados a Alckmin durante uma visita a concessionárias em Brasília.
Lançado há menos de um mês, o programa do governo federal visa descarbonizar a frota automotiva nacional por meio de incentivos fiscais, com foco nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “O presidente Lula zerou o IPI. E as montadoras também ajudam com um bom desconto. É um sucesso”, comentou Alckmin.
Para se qualificar para o IPI zero, os veículos devem atender a critérios como emissão de menos de 83 gramas de gás carbônico (CO₂) por quilômetro, utilização de mais de 80% de materiais recicláveis e fabricação no Brasil, abrangendo etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem, além de se enquadrarem na categoria de carro compacto.
Modelos como Onix (Chevrolet), Kwid (Renault), Polo (Volkswagen), HB20 (Hyundai), Fiat Mobi e Fiat Argo (Stellantis) já foram credenciados no programa. A redução de preços para esses veículos pode chegar a R$ 13 mil.
Para os demais veículos que não se enquadram no IPI zero, o programa estabelece um novo sistema de cálculo do imposto, com entrada em vigor prevista para 90 dias após a publicação do decreto do Programa Carro Sustentável. A nova tabela parte de uma alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e 3,9% para comerciais leves, ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos, levando em conta critérios como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, nível de segurança e índice de reciclabilidade.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br