O Banco Central (BC) rejeitou a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), frustrando os planos de expansão da instituição brasiliense. A decisão, comunicada nesta quarta-feira (3) através de um fato relevante do BRB aos investidores, encerra a análise que se arrastava desde março e representava a última etapa regulatória para a concretização da operação. O BC ainda não divulgou um pronunciamento oficial sobre o veto.
O BRB informou ter solicitado acesso à íntegra da decisão do Banco Central para avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis. A instituição reafirmou sua crença de que a transação seria uma oportunidade estratégica para gerar valor ao BRB, seus clientes, ao Distrito Federal e ao Sistema Financeiro Nacional.
A aquisição do Banco Master, avaliada em R$ 2 bilhões, sempre gerou controvérsia desde o anúncio inicial. O Master adota uma política de captação de recursos considerada agressiva, oferecendo rendimentos de até 140% do CDI, um valor significativamente superior às taxas médias praticadas por bancos de menor porte.
A falta de publicação do balanço de dezembro do ano passado e as operações com precatórios levantaram dúvidas sobre a situação financeira do Master. Recentemente, o BTG Pactual chegou a oferecer R$ 1 para assumir o controle do banco e seu passivo, com as dívidas sendo cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). No entanto, a falta de acordo entre os bancos que financiam o FGC impediu a concretização do negócio.
Apesar da polêmica, as ações do BRB registraram uma valorização de cerca de 23% na Bolsa de Valores (B3) desde o anúncio da intenção de compra do Banco Master.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br