BB: Lucro Semestral Desaba 40,7%, Atingindo R$ 11,2 Bilhões

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

O Banco do Brasil (BB) registrou um lucro líquido ajustado de R$ 11,2 bilhões no primeiro semestre do ano, representando uma queda expressiva de 40,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O balanço financeiro, divulgado nesta quinta-feira, revela um cenário desafiador para a instituição.

No segundo trimestre, especificamente de abril a junho, o lucro do BB atingiu R$ 3,8 bilhões, demonstrando um recuo ainda mais acentuado, de 60%, em relação ao mesmo período de 2024. A instituição financeira declarou que está passando por um período de ajuste, visando uma futura expansão.

Ainda que o banco projete um lucro entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões para o ano, este valor máximo, caso concretizado, ainda ficaria abaixo do lucro recorde de R$ 37,9 bilhões alcançado em 2024.

Uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), que alterou a contabilidade das instituições financeiras, entrou em vigor em janeiro e impactou os resultados. A mudança afeta o modelo de provisões para perdas esperadas, baseadas em estimativas, alterando o reconhecimento de receitas e despesas. Em decorrência das novas regras, o banco deixou de reconhecer R$ 1 bilhão em receitas de crédito.

O índice de inadimplência, considerando atrasos superiores a 90 dias, também apresentou alta, atingindo 4,21% no segundo trimestre, um aumento em relação aos 3,86% do primeiro trimestre de 2024 e aos 3% do segundo trimestre do ano passado. O agronegócio exerceu influência notável neste resultado.

Diante da queda no lucro, o BB revisou suas projeções para o ano. O crescimento da carteira de crédito foi ajustado para uma faixa entre 3% e 6%. A margem financeira bruta é estimada entre R$ 102 bilhões e R$ 105 bilhões, e o custo do crédito, entre R$ 53 bilhões e R$ 56 bilhões.

Apesar da diminuição do lucro, o BB ampliou a concessão de crédito. A carteira de crédito ampliada encerrou junho em R$ 1,3 trilhão, com alta de 1,3% no trimestre e de 11,2% em 12 meses.

As receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 8,8 bilhões no segundo trimestre, enquanto as despesas administrativas atingiram R$ 9,7 bilhões no mesmo período.

Em resposta à queda dos lucros, o Banco do Brasil reduziu a parcela do lucro distribuída aos acionistas de 40% para 30%.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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