O governo brasileiro, por meio da Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), está expandindo sua atuação nos Estados Unidos para apoiar empresas nacionais impactadas pelas recentes tarifas impostas. O presidente da Apex, Jorge Viana, destacou o compromisso do governo em trabalhar para que as autoridades estadunidenses revoguem ou atenuem as tarifas.
Uma das medidas anunciadas é a destinação de R$ 30 bilhões através do Plano Brasil Soberano, um montante voltado para auxiliar empresas brasileiras afetadas pelas taxas. Adicionalmente, a Apex está inaugurando um novo escritório em Washington, somando-se às unidades já existentes em Miami, Nova York e São Francisco.
O governo brasileiro também estabeleceu parcerias com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) e com setores importadores de produtos brasileiros. O objetivo é mobilizar esses grupos para exercerem pressão junto ao governo dos Estados Unidos, visando a exclusão de mais produtos brasileiros das tarifas.
Segundo Viana, as exigências dos Estados Unidos para a revogação das sanções representam uma afronta à soberania nacional. Ele enfatizou que a situação comercial entre os dois países é “extraordinária” para os americanos e “boa” para o Brasil, o que justifica a aproximação com os empresários estadunidenses que importam produtos brasileiros.
A também está focada na identificação de novos mercados para os produtos brasileiros, mapeando mais de 100 potenciais compradores para diversos setores, incluindo café e calçados. Viana acredita que esses novos mercados podem absorver parte dos US$ 18 bilhões em exportações brasileiras para os EUA que estão sendo afetadas pelas tarifas.
Dados da ApexBrasil mostram que, entre janeiro e março deste ano, o Brasil exportou US$ 77,3 bilhões em bens, um valor ligeiramente inferior aos US$ 77,7 bilhões do mesmo período em 2024. O saldo comercial foi positivo em US$ 10 bilhões, impulsionado por produtos como petróleo bruto, soja, minério de ferro e café verde, além do crescimento nas exportações de bens industrializados. A China, a União Europeia e os Estados Unidos se mantêm como os principais destinos das exportações brasileiras.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br