O advogado Celso Vilardi, responsável pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro na acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado, declarou nesta terça-feira, ao chegar para o primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que sua estratégia será baseada em “uma defesa verdadeira, fundamentada em pontos jurídicos”.
Questionado sobre a possível presença de Bolsonaro no julgamento, Vilardi informou que o ex-presidente manifestou interesse em comparecer, mas desistiu devido a problemas de saúde. O advogado não especificou a natureza exata dessas dificuldades médicas.
O julgamento, que teve início nesta terça, analisa a acusação contra Bolsonaro e outros sete ex-auxiliares por suposto envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, fez a leitura de um resumo da investigação.
Além do ex-presidente, são réus no processo: Alexandre Ramagem, ex-diretor da Brasileira de Inteligência (Abin) e atual deputado federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022; e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Os réus são acusados de liderar ou integrar organização criminosa armada, atentar violentamente contra o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado. A soma das penas, em caso de condenação, pode ultrapassar os 40 anos de prisão.
No caso de Alexandre Ramagem, deputado federal, parte das acusações foi suspensa, respondendo o réu por três dos cinco crimes. A possibilidade de suspensão está prevista na Constituição.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br