Após ter seu visto revogado pelo governo dos Estados Unidos devido à sua ligação com o programa Mais Médicos, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde defendeu a iniciativa, destacando seus impactos positivos e a melhoria significativa na saúde da população.
Em uma publicação em rede social, o secretário classificou o programa como “iniciativa primordial” para assegurar atendimento a milhões de brasileiros. Ele relembrou que, na criação do Mais Médicos, o governo brasileiro buscou a cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o que resultou na contratação de profissionais cubanos.
O secretário destacou que médicos cubanos já atuavam em diversos países por meio de acordos de cooperação internacional. Segundo ele, a presença de profissionais brasileiros, cubanos e de outras nacionalidades proporcionou atenção básica à saúde, diminuindo dores, sofrimentos e mortes.
Ainda na publicação, o secretário mencionou uma aprovação inicial de 87% ao programa, baseada em dados do Datafolha divulgados em 2013. Ele afirmou que diversas publicações científicas comprovam os impactos positivos e a melhora expressiva na saúde da população.
O Departamento de Estado norte-americano anunciou a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, de ex-funcionários da Opas e de seus familiares. A justificativa apresentada é que eles atuaram na implementação do Mais Médicos enquanto trabalhavam no Ministério da Saúde e seriam cúmplices do “trabalho forçado do governo cubano”. Entre os atingidos pela medida estão o secretário e um ex-assessor do Ministério da Saúde.
O ministro da Saúde defendeu o programa, afirmando que ele “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja”. Ele ressaltou que o programa salva vidas e é aprovado pela população brasileira.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br