O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu uma sessão especial do filme “O Agente Secreto” no Palácio da Alvorada, na última quinta-feira (7), para membros da equipe e elenco. Esta foi a primeira exibição do filme no Brasil, após sua estreia no 78º Festival de Cannes, na França, em maio, onde foi recebido com longos aplausos.
Antes da exibição, que contou com a presença de ministros e convidados, Lula enfatizou a importância da cultura, afirmando que ela “desperta a consciência política, fornece informação e não nos permite ser submissos”, tornando as pessoas “revolucionárias, não com armas, mas com comportamento e ideias”.
O diretor Kleber Mendonça Filho e o ator Wagner Moura foram premiados em Cannes por melhor direção e melhor ator, respectivamente. A produção concorreu à Palma de Ouro, mas o prêmio foi concedido ao filme “Um simples Acidente”.
Kleber Mendonça Filho ressaltou que a exibição no Palácio do Alvorada demonstra o respeito do governo atual pela cultura brasileira, contrastando com o período anterior, quando a cultura era, segundo ele, atacada. “Hoje, a cultura é festejada, ela faz parte da nossa identidade”, declarou o cineasta, que também dirigiu os aclamados “Aquarius” e “Bacurau”. Ele expressou seu desejo de que “O Agente Secreto”, um filme que “fala muito sobre o Brasil e a lógica do nosso país em relação ao poder e a história”, seja amplamente visto pelo público brasileiro.
O presidente Lula destacou o talento do cinema nacional, mencionando as premiações de filmes como “Ainda Estou Aqui” no Oscar e “O Último Azul” no Festival de Berlim. Ele enfatizou a necessidade de criar oportunidades para que as pessoas possam mostrar seu potencial, além de mencionar a importância de o Brasil ter saído novamente do Mapa da Fome da FAO.
“O Agente Secreto”, ambientado no Brasil de 1977, narra a história de um professor de tecnologia que, fugindo de um passado violento, se muda de São Paulo para Recife durante o carnaval e descobre que está sendo espionado. O longa-metragem é uma coprodução entre Brasil, Alemanha, França e Holanda, com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e apoio do Ministério da Cultura (MinC).
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, lembrou que o Brasil foi homenageado no Festival de Cannes, o que representa uma grande oportunidade para o mercado de filmes. Ela informou que o governo está trabalhando para aumentar o número de salas de cinema no país, com a meta de adicionar mais 100 até o final do mandato, além das 5,4 mil já existentes. Wagner Moura expressou sua emoção ao ver a ministra Margareth em Cannes e sua felicidade em ver um governo que acredita na cultura como ferramenta para o desenvolvimento do país.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br