Tensão na Câmara: Sessão É Aberta após Obstrução e Protestos

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

Após um período de obstrução e protestos liderados por parlamentares da oposição, a sessão plenária da Câmara dos Deputados foi aberta na noite de quarta-feira, por volta das 22h30. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a conduta dos deputados, enfatizando a necessidade de que as manifestações respeitem o regimento interno da Casa.

Motta afirmou que a obstrução dos trabalhos não contribui para o bom funcionamento da Câmara. Ele reconheceu o direito da oposição de se manifestar e expressar suas opiniões, mas ressaltou que tais manifestações devem seguir o regimento e a Constituição. O presidente garantiu que não permitirá que atos como esse prevaleçam sobre o Plenário e a vontade da Casa.

A oposição tem obstruído os plenários do Senado e da Câmara dos Deputados em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, os parlamentares da oposição defendem a anistia geral e irrestrita aos condenados por tentativa de golpe de Estado, bem como o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Motta enfatizou que os interesses do país devem ser priorizados, em detrimento de projetos individuais, pessoais ou eleitorais. Ele pediu diálogo e respeito, assegurando a firmeza da presidência da Casa na condução dos trabalhos.

Ao chegar ao plenário, Motta enfrentou dificuldades para ocupar sua cadeira na Mesa Diretora, devido à obstrução de alguns parlamentares, incluindo os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS). Anteriormente, o Colégio de Líderes havia decidido realizar a sessão presencial, mas a oposição demorou a liberar o espaço, mantendo a ocupação do Plenário desde o dia anterior.

A Secretaria-Geral da Mesa alertou que qualquer conduta que vise impedir ou dificultar as atividades legislativas sujeitará os parlamentares ao Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que prevê a apresentação de representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, podendo resultar na suspensão cautelar do mandato por até seis meses.

O deputado Reimont (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, apresentou uma denúncia ao Conselho Tutelar sobre a presença da filha da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) no plenário, alegando preocupações com a segurança da criança em um ambiente de instabilidade e tensão institucional. Zanatta questionou se seriam retirados à força do local.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) determinou que a sessão deliberativa desta quinta-feira seja realizada remotamente, a fim de garantir o funcionamento da Casa e evitar a paralisação da pauta legislativa devido à obstrução do plenário pela oposição.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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