Tarifas de 50% sobre Exportações Brasileiras aos EUA Entram em Vigor

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

Entraram em vigor nesta quarta-feira, dia 6, as tarifas de 50% sobre parte das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. A medida, oficializada na semana passada, impacta 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado americano, o que corresponde a 4% do total das exportações brasileiras. Aproximadamente 700 produtos brasileiros foram isentos da taxação.

Café, frutas e carnes estão entre os produtos que agora estão sujeitos à sobretaxa de 50%. Excluíram-se da medida suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes, aeronaves civis e seus componentes, polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

O governo brasileiro informou que um plano de contingência será implementado nos próximos dias para auxiliar as empresas afetadas, oferecendo linhas de crédito e a possibilidade de contratos com o governo federal para compensar perdas nas exportações.

Após a confirmação das tarifas na semana passada, a Secretaria de Tesouro dos Estados Unidos estabeleceu contato com o Ministério da Fazenda para iniciar negociações. Paralelamente, houve manifestação de interesse de diálogo entre o presidente dos EUA e o presidente Lula.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que minerais críticos e terras raras poderiam ser objeto de negociação entre os dois países. “Temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, afirmou Haddad.

O setor cafeeiro manifestou otimismo em relação à possibilidade de um acordo com os EUA para a exclusão do produto da lista tarifada. Coincidentemente, no mesmo dia da assinatura do tarifaço, a China habilitou 183 empresas brasileiras para exportar café para o país.

O tarifaço é parte de uma política de elevação de tarifas contra parceiros comerciais, adotada pelo governo americano com o objetivo de reverter a perda de competitividade da economia americana.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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