O Banco de Brasília (BRB) emitiu uma nota oficial negando que seus bens tenham sido bloqueados no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A instituição financeira assegura que a decisão judicial que determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões não se estende às suas finanças, restringindo-se a pessoas físicas e outras empresas sob investigação.
Segundo o BRB, a 10ª Vara Federal de Brasília retificou uma decisão anterior, explicitamente excluindo o banco das medidas de restrição patrimonial relacionadas à operação. A nova determinação judicial esclarece que o bloqueio não se aplica ao Banco de Brasília.
Em nota, o BRB citou a decisão judicial: “Retifico a decisão (…) para excluir o Banco Regional de Brasília (…) das medidas de constrição patrimonial referentes ao bloqueio do montante total de R$ 12,2 bilhões de suas contas, uma vez que a eventual responsabilidade de seus dirigentes (pessoas físicas) não se confunde com a da pessoa jurídica, a qual figura como instituição financeira”.
O BRB reforçou que nenhum de seus bens ou valores foi alvo de bloqueio, reiterando que as medidas judiciais afetam apenas pessoas físicas investigadas e outras instituições mencionadas no processo. A instituição assegura manter seu compromisso com a transparência, a legalidade e o cumprimento das normas do sistema financeiro nacional.
A Justiça decretou o afastamento temporário do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Finanças e Controladoria, Dario Oswaldo Garcia Júnior.
O governo do Distrito Federal indicou Celso Eloi de Souza Cavalhero, superintendente da Caixa, para substituir Paulo Henrique Costa na presidência do BRB. A nomeação de Cavalhero, servidor de carreira da Caixa, ainda depende de aprovação pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br