Um alerta foi emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em agosto, revelando um aumento alarmante de 34 vezes nos casos de sarampo em comparação com o ano anterior. A doença já se espalhou por dez países das Américas, resultando em mais de 10 mil casos confirmados e 18 mortes.
O México lidera o número de óbitos, com 14 registros, seguido pelos Estados Unidos com três e Canadá com uma morte. No Brasil, foram confirmados 24 casos até o final de agosto, sendo a maioria (19) no Tocantins. Apesar do número relativamente baixo de casos no país em comparação com outros da região, o Brasil permanece em alerta devido à alta transmissibilidade do vírus.
A alta transmissibilidade do sarampo, que se espalha pelo ar através de secreções de pessoas infectadas, representa um risco para indivíduos de todas as idades. Os sintomas característicos incluem febre alta, erupção cutânea generalizada, congestão nasal e irritação ocular. A doença pode levar a complicações graves como pneumonia, encefalite, diarreia intensa e até cegueira, principalmente em crianças desnutridas e pessoas com sistema imunológico enfraquecido.
A vacinação é a principal forma de prevenção. No Brasil, o esquema vacinal prevê duas doses, a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade, podendo ser ampliadas para outras faixas etárias em campanhas específicas. A cobertura vacinal é essencial para impedir o retorno do sarampo.
Diante do aumento de casos em países vizinhos, o Brasil tem intensificado suas ações de imunização, tanto em áreas de fronteira quanto em todo o território nacional. No Sul, ações conjuntas com o Uruguai ampliaram a proteção de moradores locais e imigrantes. Além disso, o Ministério da Saúde tem promovido dias de vacinação em diferentes estados.
Para garantir a eficácia dessas estratégias, a participação da população é crucial. É fundamental procurar um serviço de saúde ao apresentar febre com manchas vermelhas pelo corpo e manter a vacinação em dia.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br